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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

As flores do sonho

As minhas crianças são o que mantém acesa a minha essência, são elas que me ajudam a caminhar, a acreditar nos meus valores mais puros e a crer que estes, no futuro, poderão ainda persistir. São elas as sementes que mantêm o meu sorriso aceso para os meus filhos e para aqueles que amo apesar de todas as dificuldades de comunicação do mundo dos adultos. Acabo por amá-las a elas também. É nos seus olhos que procuro energia e motivação, que tento ver os seus receios e desejos, nos seus sorrisos que recarrego baterias para me mover, deixando-me levar pelo seu desejo de liberdade e de conhecimento. Dou-lhes a mão, dou-lhes a alma, durante parte do meu dia e lá encontro força, dando e recebendo o que considero a força motriz da minha vida: o amor. Que tudo tivesse a transparência do olhar de uma criança, que mantivéssemos sempre a curiosidade e sede de sabedoria, a inquietude e energia da infância, pois certamente seriamos mais felizes e conseguiríamos ver as cores da vida com uma maior nitidez.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

"Stress e anti-depressivos"


Mais um momento de partilha, mais uma noite a ouvir um programa de rádio , "a cereja no topo do bolo" a "trazer-nos o mundo até casa" e a pôr-nos em contacto com ele, desta vez literalmente, pois foi este o comentário que fiz sobre o tema.


"Este tema é-me familiar há já alguns anos. Períodos com medicação, outros sem ela, por minha iniciativa
e, actualmente, novamente medicada por ter atingido um ponto em que me senti uma verdadeira desconhecida
perante a pessoa que outrora fui, e incapaz de executar eficientemente as funções que até aí tinha o maior prazer em fazer.
Não se tratou de saudosismo em relação ao passado, mas "amadurecimento" forçado e falta de tempo para tal processo, provocado pelo evoluir natural da vida, circunstancias como casamento, filhos e carreira.

Actualmente, a minha postura começa finalmente a ser diferente e mais positiva:
procuro os amigos, tento ouvir música, recomeço a sair e a tentar reencontrar a "velha" forma de relaxar,
sempre com espírito aberto para descobrir novos escapes, ocupando as mãos para manter a mente activa.
Sinto na minha família e amigos a minha maior força, e apesar de desempregada, desvalorizo cada vez mais os valores materiais e valorizo cada vez mais um bom momento:
- de conversa,
- de caminhada à beira mar,
- o prazer
de cozinhar uma refeição sem o stress de horários, sentindo efectivamente os cheiros e sabores dos ingredientes.

É no fundo um pouco isso: descobrir com um novo olhar as cores e o sabor da vida, numa permanente descoberta de nós próprios e a importância de darmos aos outros o nosso melhor, recebendo deles também, na maioria das vezes, uma resposta positiva. Creio que nesta caminhada, e pouco a pouco deixarei de visitar o grande amigo, que o foi na altura certa, e ainda o é, o meu psiquiatra. E creio firmemente, que finalmente os 40 me trarão alguma tranquilidade."

Depois de enviar e ouvir o meu mail, ainda de mais pormenores me recordei para o poder completar, mas sinto que o essencial ficou, e o sorriso mantém-se... estou no bom caminho!

Um ;-) especial para ti! Mais uma vez, obrigada pela partilha!

Ju

quinta-feira, 30 de julho de 2009

"Olhos nos Olhos"


Adaptação de uma resposta dada a um amigo, após um convite para ouvir um programa de rádio em que o tema era a a preferência actual, principalmente das camadas mais jovens, mas não só, pelo uso dos novas tecnologias e da escrita, na grande maioria das vezes deturpada ou codificada, em detrimento do contacto "Olhos nos Olhos".

Obrigada pela partilha, amigo.

Espero não me habituar a estar a ouvir rádio até às duas horas da manhã, pois "redescobri" outra forma de companhia, para além dos dois cachorros, dos periquitos e dos meus 5 peixinhos Estes últimos esperam dias melhores para poderem nadar em cardume e não em percursos solitários. Não o fazem em solidariedade com a dona, ex noctívaga e incapaz de estar em casa um dia inteiro e que agora está convertida em dona de casa por obrigação; ex estudante de café, que se preparava para as frequências no Tropical, e agora é incapaz de de estabelecer um diálogo com alguém se existir ruído de fundo. Enfim, consequências da crise, de uma vida nem sempre levada com tranquilidade, muitas vezes vivida sobre pressão, partilhada desde há já alguns anos com três pessoas magnificas, que me dão imensa força, mas pela sua energia e vitalidade também me esgotam, e com horários, ritmos e experiências de vida diferentes dos meus. Ainda bem que as têm!
Sempre preferi os amigos reais e não dispensava a sua companhia, mesmo que tivesse que fazer quilómetros sozinha. Quantas viagens solitárias fiz de comboio para estar com quem me sentia bem... Quantas noites sem dormir para poder trabalhar e estar com os amigos...
Dizia e disse durante anos que a Internet não me "dizia nada".
Na minha actual situação "vivam os amigos".
O meu conceito de amizade não mudou, mudou apenas a forma de interagir com eles, e neste meio virtual há muita gente a vender sonhos às Maldivas e a levar-nos para a Praia do Meco. Por este facto acho óptimo usar os meios que temos actualmente para desenvolver as relações com as pessoas que nos fazem sentir bem, mas que "conhecemos" na realidade. Exponho mais facilmente o que sinto escrevendo, mas apesar do registo, a interpretação também pode ser dúbia, dependendo de quem o lê!

Mas é de facto "a cereja no topo do bolo"!
Uma nova forma de partilhar, enquanto o olhar não alcança!

Tenham um bom dia!
Um abraço
Ju

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Klimt












Os olhos, as mãos, o sentir,
o belo.
Produzir, realizar
satisfazer, fluir!
A mente ocupada pelo
mover dos dedos, os dedos
seguindo a ocupação da mente,
o silencio apreciado
o espanto nos olhos
perante a destreza das mãos,
e o bem estar de conseguir o belo!
O prazer de criar...

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Completa-me...


Uma pequena viragem,
mais um pouco de mim...
Interior, exterior
O privado, o permitido
O sentido, o vivido
O pensado, o feito
O desfeito, a viragem!
A minha imagem!